O que é a Mielomeningocele e como tratá-la

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A mielomeningocele é uma malformação embrionária, causada por falha no fechamento do tubo neural, que resulta em déficit neurológico. É uma deformação congênita da coluna vertebral, causando o aparecimento de uma bolsa nas costas do bebê, que contém a medula, as meninges, nervos e líquido cefalorraquidiano.

É o tipo mais comum de espinha bífida.

A mielomeningocele afeta os sistemas: nervoso; musculoesquelético e  gênito-urinário. A gravidade depende do local em que ocorre a lesão medular.

Fatores de Risco:

  • Deficiência de ácido fólico;
  • Baixas condições socioeconômicas;
  • Idade materna inferior a 19 anos e superior a 40 anos;
  • Exposição à hipertermia no início da gestação;
  • Diabetes;
  • Obesidade materna;
  • Brancos;
  • Mais comum no sexo feminino;

Níveis de Lesão:

  • Nível Torácico: Não apresentam sensibilidade, nem musculatura ativa nos quadris ou abaixo deles; possuem bom controle cervical; adquirem a posição sentada. A criança poderá ter mobilidade através do uso de cadeira de rodas. Possibilidade de marcha terapêutica (caminhar durante os atendimentos).
  • Nível Lombar Alto: Estes pacientes possuem alguma sensibilidade abaixo do quadril; apresenta os músculos psoas, adutores e eventualmente quadríceps. Geralmente adquirem bom controle cervical e de tronco, conseguem passar para postura de pé, com auxílio dos membros superiores. Possibilidade de marcha domiciliar (caminhar em casa) e comunitária (na rua) para curtas distâncias, com uso de órteses longas com cinto pélvico e andador.
  • Nível Lombar Baixo: Estes pacientes possuem alguma sensibilidade abaixo do quadril; apresentam os músculos adutores, psoas, quadríceps, flexor de joelho e eventualmente tibial anterior e/ou glúteo médio. São capazes de realizar todas as etapas motoras. Possibilidade de marcha comunitária, com uso de órtese suropodálica e com o uso de muletas canadenses.
  • Nível Sacral: Pacientes deste nível apresentam os músculos acima citados e também possui função de flexores plantares e/ou extensores de quadril. Podem ou não necessitar de órtese para caminhar; marcha comunitária.

Algumas das Manifestações Clínicas Associadas a Mielomeningocele:

  • Alterações sensoriais;
  • Musculoesqueléticas (fraqueza e paralisia);
  • Deformidades ortopédicas (osteoporose);
  • Neurológicas (hidrocefalia; hidromielia; medula presa);
  • Urológico (disfunção intestinal e vesical; puberdade precoce; função reprodutora alterada no sexo masculino);
  • Alterações cognitivas e questões de aprendizado;
  • Alterações Tegumentares (alergia ao látex);
  • Crescimento e Nutrição (Obesidade);
  • Questões Psicossociais;

Como a Fisioterapia Pode Tratar a Mielomeningocele:

O tratamento fisioterapêutico depende do nível da lesão e do estágio de desenvolvimento. Visando sempre:

  • Prevenir contraturas e deformidades;
  • Manter a ADM através de alongamentos e posicionamento;
  • Encorajar desenvolvimento sensório-motor normal;
  • Estimular o desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Fortalecer a musculatura dos MMSS, tronco e da musculatura preservada dos membros inferiores;
  • Começar treino ortostatismo (ficar em pé) e deambulação (caminhar);
  • Continuar desenvolvimento em áreas cognitiva e psicossocial;
  • Reavaliar potencial deambulatório;
  • Promover independência nas habilidades de vestir-se, alimentar-se, higiene…;
  • Fornecer dispositivos apropriados;
  • Promover auto-estima;

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